Arte que transforma espaços: um bate-papo com Felipe Miconi

1 - Master
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Felipe Miconi, 29 anos, São Paulo (SP), foi o artista responsável por criar, ao vivo,
um mural de mais de 8 metros no estande da Master durante a Feira Escolar 2026.
O trabalho transformou o espaço em uma experiência artística e convidou o
público a acompanhar de perto o processo de criação.
Conversamos com Felipe sobre arte, criatividade, processos e sobre como a
produção artística pode transformar ambientes e aproximar marcas de seus
públicos.


Como a arte entrou na sua vida?

A arte, para mim, é uma extensão da minha personalidade e da forma como
enxergo o mundo.
Desde o início dos meus estudos, explorei diferentes estilos e materialidades,
trabalhando com aquarela, marcadores acrílicos, sprays e mixed media. O que
sempre me moveu foi o desafio do processo criativo: entender qual é a melhor
maneira de transformar uma ideia ou mensagem em uma experiência visual.
Com o tempo, percebi que minha forma de criar tinha uma forte conexão com a
arte comercial. Amadureci minhas técnicas e minha visão criativa e passei a
desenvolver murais para casas, lojas e empresas, além de personalizar objetos
para ações de marketing e eventos.


Como você definiria seu estilo artístico?

Não tenho um estilo fixo — e isso é proposital.
Como trabalho bastante com empresas e diferentes tipos de projetos, desenvolvi
uma linguagem artística plural, capaz de se adaptar às necessidades e aos
conceitos de cada trabalho.
Nas minhas produções autorais, tenho forte influência da arte contemporânea
urbana, passando pelo neo-expressionismo, pop art, street art, realismo e mixed
media.


Existe algum momento especial na sua trajetória?

Minha primeira encomenda foi um quadro para um amigo que havia comprado seu
primeiro apartamento. A partir dali, fui construindo uma trajetória que me levou a
expor em galerias, viajar para projetos em outros estados, trabalhar com grandes
marcas e me aproximar de artistas que eu admirava.
Cada projeto acabou trazendo um novo aprendizado e ampliando minha forma de
enxergar a arte e suas possibilidades.

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Como foi criar com os produtos Master durante a Feira Escolar 2026?
Foi um projeto especial porque a Master também carrega esse DNA criativo.
Desde o briefing, entendemos que pintar um mural ao vivo poderia criar uma
experiência imersiva e, ao mesmo tempo, apresentar os produtos da marca de
uma maneira prática e próxima do público.
A arte foi desenvolvida a partir do conceito “Asas à Imaginação”. Pintei uma
criança com um livro sobre a cabeça e um olhar cheio de criatividade, cercada por
produtos da Master, como massinha, giz de cera, cola colorida e tinta guache.
A ideia era representar a liberdade de brincar, experimentar e criar.
Durante a feira, o mural acabou se tornando um ponto de interação. As pessoas
paravam para acompanhar a obra ganhando forma, perguntavam sobre o
processo e sobre os produtos e, em alguns momentos, até participaram da
pintura.


Qual é o papel da arte no ambiente corporativo?
Meu trabalho parte da ideia de usar a arte como uma ferramenta estratégica para
transformar espaços, conectar pessoas e comunicar mensagens.
Em um momento em que cada vez mais conteúdos são produzidos digitalmente e
com o auxílio da inteligência artificial, trabalhos orgânicos e feitos à mão podem
criar uma conexão diferente com o público. Eles ajudam a construir experiências,
valorizar os espaços e gerar novas formas de interação com uma marca.
O Brasil ainda tem muito espaço para explorar o potencial da arte dentro das
estratégias corporativas. E é justamente isso que busco mostrar, projeto após
projeto: como a arte pode ir além da decoração e se transformar em experiência,
comunicação e conexão.

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Quer conhecer mais do trabalho de Felipe Miconi?
Acompanhe seus projetos e criações pelo Instagram @micone.art.

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